Em partida em que o favoritismo pende todo para o lado do adversário, a receita é sempre a mesma: fazer o melhor para tentar surpreender e sonhar com a vitória. E foi isso que o Vila Velha Basquetebol Cetaf/Garoto/UVV fez na noite desta sexta-feira (19), no jogo contra o Universo/BRB/Financeira Brasília, pela nona rodada do returno do Novo Basquete Brasil (NBB).
Na disputa contra o líder da competição nacional interclubes, o canela-verde foi para o intervalo sonhando que poderia chegar lá, porque estava vencendo por 44 a 38. Porém, a qualidade do grande time da Capital do Brasil foi determinante para que eles virassem e obtivessem o resultado positivo por 85 a 92, dentro do Ginásio João Goulart, em Vila Velha.
A primeira parte do duelo não poderia ter sido melhor para a equipe da casa. Como a defesa do Brasília permitiu, o Vila Velha estava com uma movimentação bem livre e com oportunidades de finalizar as jogadas de forma equilibrada. O destaque foi o ala/armador americano Stevens, que matou algumas bolas importantes, além de subir para função de armador em boa parte do tempo. A mostra da fluidez capixaba foi o placar, que ficou superior para o lado deles a maior parte do tempo.
Porém, como era previsível, o técnico do brasiliense, Lula, usou quase o tempo inteiro do intervalo para colocar seu elenco em ordem. Um dos pontos que o experiente treinador abordou, segundo ele, foi justamente o da defesa e, também, os dos erros bobos de finalização. E deu certo. Seus comandados conseguiram converter, no quarto de reinício, quase o mesmo que fizeram em todo o primeiro tempo. Antes de irem para o vestiário, eles haviam feito 38 pontos. Só no terceiro quarto, eles fizeram 34.
Aí, ficou difícil para o Vila Velha. Mesmo mostrando muita vontade, o equilíbrio marcou o período derradeiro e o visitante soube administrar a diferença conquistada. O técnico Márcio Azevedo revela que ficou até chateado, mas que seu time se mostrou guerreiro e disposto a buscar a vitória até o segundo final.
“O importante é haver a entrega e fico orgulhoso do meu time, porque eles não deixam o clima de derrota abatê-los em tempo algum. Buscam a vitória até no momento que o cronômetro mostra que é impossível uma virada”, destacou. “O Brasília era o favorito, mas lutamos para ter uma chance. Conseguimos nos manter vivos durante os primeiros quartos, mas não é todo dia que se vence o líder da competição”, analisou.
O ala Mc Neil, cestinha da equipe, com 19 pontos, fala que seus companheiros e ele jogaram bem, mas que uma defesa mais atuante no terceiro período poderia ter mudado o rumo da partida. “Fizemos a média de pontos que convertemos em qualquer jogo nosso, isso nos mostra que não fomos ineficientes do quesito finalização. Mas a defesa poderia ter ajudado mais. Essa deve ser nossa principal preocupação para domingo”, alerta o norte-americano, já destacando a disputa contra o Pitágoras/Minas, às 11h, pela 10ª rodada do returno.
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